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Poesia Vária - livro e Haikais de Guilherme de Almeida

Acabei de receber o livro POESIA VÁRIA que comprei em um sebo na Internet.

É a primeira edição do livro de Guilherme de Almeida, com poesias e haikais. Ano de publicação: 1947.
A edição é numerada (a minha é de número 2133), com os dizeres na primeira página: "Compôe-se esta edição de 3000 exemplares enumerados de 1 a 3000; e, mais 10 exemplares em "vergé", que o Autor numerou e rubricou."

Neste livro (Poesia Vária) Guilherme de Almeida define uma forma de rima para haikais que ficou conhecido como rimas de haikai ao estilo Guilherme de Almeida.

São estas as várias edições do livro Poesia Vária:

Edição de 1947 - Primeira edição - 3000 exemplares - Livraria Martins Editora. 198 páginas. Tamanho: 14x19 cm.
Edição de 1963 - Editora Martins SP (capa com flor de 6 pétalas)
Edição de 1976 - Editora Cultrix. 144 páginas.


PARTE I:
Peregrinação (poesias)

PARTE II:
Os Meus Haikais
HAIKAI - a poesia japonesa de dezessete sílabas em três versos: o primeiro de cinco, o segundo de sete e o terceiro de cinco. Define-se o HAIKAI: anotação poética e sincera de um momento de elite. Transpondo-o para o português, em 1936, o Autor acrescentou-lhe a Rima, fixando a seguinte fórmula:

       __ __ __ __ x
   __ o __ __ __ __ o
       __ __ __ __ x.
 

PARTE III:
Chaves de ouro:
As chaves-de-oiro para onze sonetos que não foram escritos

PARTE IV:
Camoniana

PARTE V:
Cancioneirinho

 

Post by haikai (2014-04-28 12:23)

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YOSA BUSON, O ESTETA DO HAICAI


Desenho do rosto de Yosa Buson, feito pelo artista Matsumura Goshun.


 

YOSA BUSON, O ESTETA DO HAICAI

 

 

Antônio Seixas

1. Apresentação
2. O Homem
3. O Pintor
4. O Mestre do Haicai
5. Seleção de Haicais
6. Referências bibliográficas


1. Apresentação.

Neste esboço biográfico procuramos apresentar alguns ponto da vida e da obra de Yosa Buson (1716-1783), pintor, calígrafo e poeta, um dos quatro mestres do Haicai japonês, ao lado de Matsuo Bashô, Kobayashi Issa e Masaoka Shiki, por ocasião dos 220 anos de sua morte.

Celebrado por seu estilo inteligente e minucioso, Buson fez escola com sua produção, na qual se percebe a busca pela perfeição no verso, atento à forma e ao ritmo empregados no poema.

Certo é que Yosa Buson ao trazer a sensibilidade que faltou a Bashô, com seu capacidade de concretizar em poucos linhas uma imagem, às vezes considerada um tanto fria mas, sempre brilhante, tornou-se universal e a-temporal, e, por isso mesmo, imortal.

2. O Homem.

Taniguichi Buson, depois denominado Yosa Buson, nasceu no subúrbio de Osaka, no Japão, em 1716, vinte e dois anos depois da morte de Bashô, pouco se sabendo sobre sua origem.

Em 1737 mudou-se para Edo (atual Tóquio) para estudar pintura e Haicai, na Shômon, a tradicional escola de Bashô.

Ao contrário de Bashô e Issa, não teve uma vida de pobreza, sendo um poeta de aristocrática distinção.

Casou-se em 1760, com uma moça de nome Tomo, com quem viveu por 23 anos. Tomo faleceu em 1814. Em 1776, sua filha contraiu núpcias, mas o infeliz casamento desta muitos aborrecimentos trouxe para o poeta. Dos poucos fatos registrados sobre sua vida, sabe-se que Buson foi um marido apaixonado e um devotado pai.

Em 1777, Buson publicou o livro “Nova colheita de flores” (Shin-Hanatsumi), dividido em uma seção de Haicais e outra de estudos sobre o gênero.

Escreveu mais de dois mil Haicais até sua morte, ocorrida no final do ano de 1783, tendo deixado um Haicai composto in extremis:

 

Ah! A noite
iluminada pela alvura
das ameixeiras.

 

Permaneceu lembrado apenas como pintor e calígrafo até que Shiki, no século XIX, reviveu sua reputação, por considerá-lo acima de Bashô, pela sua técnica refinada, onde os Haicais transmitem de forma surpreendentemente clara a impressão neles descrita.

3. O Pintor.

Yosa Buson trabalhou, particularmente, como pintor entre 1756 e 1765, existindo, ainda hoje, no templo de Kyoto algumas de suas pinturas, representado paisagens, animais etc.

Buson complementava quase todos os seus Haicais com uma pequena pintura descritiva (haiga), tal como fizeram muitos outros poetas antes e depois dele.

No seu caso, sua obra pictórica se estende por outros contextos e pode ser considerada uma fase importante dentro da história da pintura japonesa, graças a escola impressionista que ajudou a criar com seu traço.

Como pintor, objetivava que a obra refletisse o espírito e o temperamento poético do artista, livre de qualquer restrição por parte da técnica. Assim, suas pinturas plasmam fugazes visões da realidade, como se Haicais fossem.

4. O Mestre do Haicai.

Como poeta, Yosa Buson retoma a prática do Haicai, liderando o movimento de retorno ao estilo de Bashô, para, então, aprimirá-lo. Sua técnica é mais transparente e objetiva, caracterizada por um sentido mais agudo de observação da natureza, contrapondo-se ao estilo daquele, não apresentado filosofias nem aspectos religiosos. Sua expressão é tão refinada que não possui igual em sua técnica.

De se registrar, que a grandeza de Buson está na sua extrema atenção às pequenas coisas, não apenas objetivamente, mas subjetivamente também; assim, para o leitor de Yosa Buson, a relação entre as coisas e entre as coisas e as pessoas é criada-descoberta num eterno encantamento.

Em sua obra, Buson perseguia do início ao fim através de sua maestria, a perfeição. Interessante pensar que nessa busca, no que diz respeito a exposição de idéias, distinguiu-se dos demais poetas, pelo fervor com que buscou a beleza no poema.

Apresentava-se como o espectador objetivo e de olhar minucioso, preocupado com a forma e o ritmo, sem procurar participação nos momentos que descrevia. Propunha um estilo de observação puro, sem intermediários, da própria natureza; estilo que, posteriormente, foi denominado descritivo.

Seus poemas são descritivos, mas suas cenas são mais idealizadas que realistas. Buson procurava descrever, dessa maneira, a essência das coisas e não sua superfície. Aliás, há de se destacar que em sua poesia, Buson explora a imaginação e se inspira nela para compor alguns de seus mais importantes poemas.

Finalmente, em Yosa Buson seu sentimento de espaço e de assimetria conduziram-no a transformar a natureza e seus símbolos em Haicais nos quais se observa um clima pictórico muito marcante. Em razão de sua formação aristocrática, era dotado de uma quase inimaginável capacidade de sintetizar em poucas linhas uma imagem, tornando-a inesquecível, às vezes um pouco fria, muito conceitual, mas sempre brilhante.

5. Seleção de Haicais.

Em razão de seu refinamento, os Haicais de Yosa Buson são difíceis de serem traduzidos para outro idioma. Na seleção abaixo, optamos por uma amostra a-crítica dos poemas, em razão do propósito do presente trabalho, procurando traçar, tão-somente, um pequeno painel do belíssimo universo poético de Buson.

 

Veja a brisa matinal
Soprando os pêlos
Da taturana!

0o0

O rio de verão –
Que alegria atravessá-lo
De sandálias à mão.

0o0

Anoitece mais cedo –
As estrelas brilham
Sobre o campo seco.

0o0

Partem os barcos –
Como ficam distantes
Os dias de outono!

0o0

Cortado o arroz,
O sol de outono
Brilha no capim.

0o0

Outro longo dia,
E a primavera
Vai chegando ao fim!

0o0

Que coisa linda,
Abanando o leque branco,
É o meu amor.

0o0

O crisântemo amarelo
Sob a luz da lanterna de mão
Perde sua cor.

0o0

Melancolicamente
Subo a colina
De sarças em flor.

0o0

Na noite encurtada
Demora-se sobre o monte
Um trapo de lua.

0o0

Sem ser esperado
Em dia de chuva grita
O cuco cinzento.

0o0

Da viela próxima
Sob o luar da tarde escuto
O pregão do alheiro.

6. Referências bibliográficas.

BLYTH, R. H. A History of Haiku. – 9.ª ed. -, Tóquio, Hokusseido Press, 1984.
CAMPOS, Geir. Haicais – Poesia do Japão. RJ.: Ediouro, 1988.
ENCICLOPÉDIA BARSA. SP.: Britannica, 1989, v. I.
FRANCHETTI, Paulo et. al. Haikai. – 3.ª ed. -, SP.: Editora da UNICAMP, 1996.
IURA, Edson Kenji. (1999). Antologia de Haicais japoneses. http://www.kakinet.com
SAVARY, Olga. O livro dos Haikais. – 2.ª ed. -, SP.: Aliança Cultural Brasil –Japão; Massao Ohno Ed., 1987.
SUANASCINI, Osvaldo. Três mestres do Haikai: Bashô, Buson e Issa. RJ.: Cátedra, 1974.
SUZUKI, Eico. Literatura Japonesa: 712-1868. SP.: Ed. do Escritor, s. d. (Coleção ensaio: 10).
YOTSUYA, Ryu. (s. d.). 10 Haikuists and their works: from Bashô to Koi. http://www.big.org.jap.

 


Magé/RJ., 08 de agosto de 2003.

Publicado originalmente no blog de haicais "universodohaicai.vilabol.uol.com", que foi descontinuado pelo BOL/UOL.

Post by haikai (2012-11-13 18:32)

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O TERMO DE ESTAÇÃO E O CALENDÁRIO OFICIAL

Num país tropical e de dimensões continentais, como o Brasil, mostra-se,às vezes, quase impossível saber em que estação do ano nos encontraos. Procurando dar um norte à questão, bastaria consultarmos um calendário ou folhinha para sabermos que a primavera vai de setembro a novembro, o verão, de dezembro a fevereiro, o outono, de março a maio e o inverno, de junho a agosto. Mas, essas informações encerrar-se-aim em si, friamente. Como se comportam os meses do ano como termos de estação? Que reflexos deixam na alma do poeta? A seguir, algumas considerações sobre o assunto:

JANEIRO = ponto alto do verão, destacam-se as manhãs de calor intenso e as chuvas de fim de tarde.

FEVEREIRO = ainda sob intenso calor, sobressai o final das férias escolares e o retorno as rotinas do cotidiano.

MARÇO = como que preparando a natureza para o inverno, percebe-se uma sensação de esfriamento das coisas e dos seres.

ABRIL = ápice do outono, é marcado pela sensação melancólica de decadência.

MAIO = ao final de seu trimestre, surge a sensação de que a natureza está pronta para recolher-se.

JUNHO = com a baixa na temperatura, percebe-se a chegada do frio e o início da estação.

JULHO = com o avanço do inverno, constata-se uma sensação de solidão crescente.

AGOSTO = através da observação de alterações na atmosfera e na natureza, têm-se a impressão de superação, preparando-se a inevitável chegada da primavera.

SETEMBRO = uma característica da primavera é a sensação de renascimento que a natureza nos transmite. Assim, nesse mês temos a sensação de júbilo pelo início de tal fenômeno.

OUTUBRO = constatamos um amadurecimento da estação, com suas particularidades definidas.

NOVEMBRO = fechando o trimestre, temos a sensação de que não há mais novidades na natureza, perdendo-se a sensação do novo.

DEZEMBRO = abrindo o seu trimestre, com as agitações peculiares do final de ano, percebe-se que o calor se torna mais intenso.

Ora, o termo de estação não é mera exteriorização dos atos humanos ou fenômenos naturais mas, carrega em si o sentido poético e abrange todo o ambiente em que surge. Assim, basta um pequeno esforço contemplativo para se perceber as sutis mudanças sazonais ocorridas ao longo do ano.

Antônio Seixas
Inverno de 2003.

Publicado originalmente no blog de haicais "universodohaicai.vilabol.uol.com", que foi descontinuado pelo BOL/UOL.

Post by haikai (2012-11-13 18:29)

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O HAICAI E SUAS DEFINIÇÕES

Nessa breve seleção buscamos trazer ao leitor uma visão de como o Haicai, como obra literária, é encarado pela filologia. Lembramos que os dicionários têm a função de informar e não de ensinar, por isso, às vezes, as definições apresentadas são um pouco vagas e nem um pouco esclarecedoras, mas valem a pena como painel ilustrativo.

1) Segundo AURELIO BUARQUE DE HOLANDA, em seu Dicionário, é o Haicai um

"Poema japonês constituído de três versos, dos quais dois são pentassílabos e um, o segundo, heptassílabo."

2)AFRÂNIO PEIXOTO, em seu livro Miçangas, poesia e folclore, publicado em l93l, assim definiu o Haicai:

"É o haicai japonês, pequeno poema de três versos, de cinco, sete, cinco pés métricos, respectivamente, que resumem uma impressão, um conceito, um drama, um poema, às vezes deliciosamente, não raro profundamente"

3) FRANCISCO DA SILVEIRA BUENO, organizador do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, editado pelo Ministério da Educação e Cultura, em 1965, definiu o Haicai como sendo um

"Poema japonês formado de três versos, dos quais dois de cinco sílabas e um de sete."

4)Para a LAROUSSE CULTURAL, a palavra Haicai é originaria do japonês haikai, e assim é definida:

"Forma poética japonesa, composta de três linhas. A primeira e a última com cinco sílabas e a segunda com sete."

5) Uma das definições mais sucintas por nos encontrada, foi-nos dada por RUTE ROCHA em seu Minidicionario, publicado em 1996:

"Pequeno poema japonês de três versos."

6) JOSÉ AUGUSTO FERNANDES, em seu Dicionário de Rimas da Língua Portuguesa, publicado pela Ediouro em l984, assim definiu a forma poética:

"Poema de origem japonesa, sem rima, de apenas três versos, sendo o primeiro e o terceiro de cinco e o segundo de sete sílabas"

7) GEIR CAMPOS, em seu Pequeno Dicionário de Arte Poética, publicado pela Ediouro em 1995, assim definiu o Haicai:

"Tipo de poema japonês de forma fixa, formado de dezessete sílabas distribuídas em três versos (cinco, sete, cinco) sem rima, como toda a poesia nipônica. Em princípio, o Haicai deve sugerir uma das estações do ano."

8)Para MILLÔR FERNANDES, em seu livro Hai-Kais, publicado em 1997, pela L&PM, o haicai

"É um pequeno poema japonês composto de três versos, dois de cinco sílabas e um - o segundo- de sete. No original não tem rima, que geralmente lhe e acrescentada nas traduções ocidentais."

9) ABEL BEATRIZ PEREIRA, em seu livro Tudo resumidamente sobre poesia, publicado em 1992, definiu o Haicai como sendo uma

"Composição japonesa formada de três versos que somam dezessete sílabas. O primeiro e o terceiro com cinco sílabas cada um, e o segundo, com sete."

10) Sem dúvida a definição mais poética é a nos dada por LUIS ANTONIO PIMENTEL no Haicai abaixo:

 

Que é um Haicai?
É o cintilar das estrelas
num pingo de orvalho!

11) O GRANDE DICIONÁRIO BRASILEIRO MELHORAMENTOS, em seu vol. III, 8.a, 1984, nos da essa definição:

"Pequena composição poética japonesa, em que se cantam as variações da natureza e a sua influência na alma do poeta. Consta de dezessete sílabas, divididas em grupos de cinco, sete cinco."

12) Para ANTENOR NASCENTES, no seu Dicionario da Língua Portuguesa, publicado pela Bloch Ed., em 1988, Haicai é uma

"Breve poesia japonesa, constante de três versos, o primeiro de cinco, o segundo de sete e o terceiro de cinco sílabas."

13) Para ADALBERTO PRADO SILVA, organizador do Dicionário de Língua Portuguesa, publicado pela Mirador Internacional, em 1977, vol. 1, p. 898, Haicai é:

"Pequena composição poética japonesa, em que se cantam as variações da natureza e a sua influência na alma do poeta. Consta de dezessete sílabas, divididas em grupos de cinco, sete, cinco."

14) Segundo a ENCYCLOPEDIA BRITANNICA DO BRASIL, em seu Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, 11.a edição, publicado em 1989, na p. 898, o Haicai é:

"Pequena composição poética japonesa, em que se cantam as variações da natureza e a sua influência na alma do poeta. Consta de dezessete sílabas, divididas em grupos de cinco, sete, cinco."

15) Para JAIME DE SEGUIER, em seu Dicionário Prático Ilustrado, publicado na cidade do Porto, em 1960, Haicai é:

"Pequeno poema japonês."

16) Segundo CALDAS AULETE, em seu Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, 3.a edição, publicado em 1974, vol. 3, p. 1819, o Haicai é um

"Pequeno poema japonês, composto de três versos de cinco, sete, cinco sílabas, cultivado no último período do regime feudal."

17) Segundo o MICHAELIS: MODERNO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, publicado em 1998, pela Companhia Melhoramentos, na p. 1068, o Haicai é uma :

"Pequena composição poética japonesa, em que se cantam as variações da natureza e a sua influência na alma do poeta. Consta de dezessete sílabas, divididas em grupos de cinco, sete, cinco."

Antonio Seixas
Outono de 2000.

Publicado originalmente no blog de haicais "universodohaicai.vilabol.uol.com", que foi descontinuado pelo BOL/UOL.

Post by haikai (2012-11-13 18:25)

From: Ivone Teixeira
Definição de haicai Fiquei em 3.º lugar, no Festival de Haicai de Petrópolis (2015), com: Haicai é o quê? Pirilampos em palavras Luzindo belezas. 2015-10-03 13:58

From: Ivone Teixeira
Definição de haicai 2015-10-03 13:55

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GRÊMIOS DE HAICAI BRASILEIROS

No Brasil, há alguns decênios, vem surgindo em todo o território Grêmios Haicaísticos, congregando admiradores e cultores do Haicai. Para possibilitar um maior intercâmbio entre os interessados e tais agremiações literárias, elaboramos a relação abaixo:

Grêmio Haicai Ipê (SP)

Rua Vergueiro, 727, 1º andar, São Paulo, SP, 01.504-001.

Grêmio Haicai Sumaúma (AM)

Contato: Sumaúma Haicai

Grêmio Haicai Araucária (PR)

Avenida Comendador Luiz Meneghel, 10, Bandeirantes, PR, 86.360-000.

Grêmio Haicai Caminho das Águas (SP)

Rua Alexandre Martins, 03, ap.16-111, Santos, SP, 11021-201.

Grêmio Haicai Mirindiba (RJ)

Rua Dr. Eduardo Portela, 82, Centro, Magé, RJ, 25.900-000.

Grêmio Haicai Vida Verde (PR)

Rua Espírito Santo, 64, Cornélio Procópio, PR, 86.300-000.

Grêmio de Haicai Pitangas (SP)

Rua Dr. Virgílio do Nascimento, 490, Pari, São Paulo, SP, 03027-020.

Grupo Bem-te-vi de Estudos Haicaísticos (SP)

Rua Ática, 119 ap. 122, Jd. Aeroporto, São Paulo, SP, 04634-040.

Antônio Seixas
05 de abril de 2005.

Publicado originalmente no blog de haicais "universodohaicai.vilabol.uol.com", que foi descontinuado pelo BOL/UOL.

Post by haikai (2012-11-13 18:24)

From: Carlos Peres Feio
Resido em Carcavelos (Cascais-Lisboa) e escrevo poesia há 43 anos - escrever poesia e desenhar/pintar é o que mais gosto de fazer - desde há 9 anos reformado (engenheiro) também colaboro como mediador cultural em muitas atividades principalmente na área da grande Lisboa, com algumas incursões a outros pontos de Portugal (Caldas da Rainha, Coruche…). Também sou sócio honorário do Circulo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, pois embora seja lisboeta vivi na meninice e adolescência em Lourenço Marques (Maputo). Faço parte do núcleo duro da tertúlia Noites com Poemas da Biblioteca Municipal de Cascais (S. Domingos de Rana) e sou fundador da Bienal de Artes de Carcavelos, bem como Conselheiro Consultivo da Associação de Bombeiros de Carcavelos (área Artes). Meus livros de poesia são da editora Apenas Livros (Lisboa) e de outras entidades como a Junta de Freguesia de Carcavelos, Poetas Almadenses, Lua de Marfim (Editora) C Municipal de Lisboa, etc. Abraços aos colegas! Carlos Peres Feio (poeta e escritor de haikus) Mensagem publicada em [Haikai-L] - "Breves notas" 2013-01-22 17:26

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A PRÁTICA DO HAICAI

Conferência ministrada durante o 1o Encontro de Haicai de Niterói/RJ., em 25 de novembro de 2003, por Antônio Seixas

Caríssimos, antes de comentarmos a prática do haicai, se faz necessário fixar alguns conceitos. O primeiro deles, e fundamental, é o da poesia. GEIR CAMPOS nos diz que “poesia é a arte de excitar a alma com um a visão de mundo através das melhores palavras e sua melhor ordem” (1).

 

Já “o vocábulo “poema” tem sido empregado histórica e universalmente para designar o texto em que o fenômeno poético se realiza” (2). ANTÔNIO AMORA SOARES leciona que “o poema resulta em ser a expressão ou a forma da poesia” (3).

 

Partindo desses pressupostos, precisamos lembrar que dentro do gênero poesia, temos a subdivisão das formas.

 

Recordando MASSOUD MOISÉS, as formas fixas são “moldes formais e estruturais (métrica, estrofação etc.) adotados segundo um critério natural de adequação entre a linguagem e o conteúdo. (...) Nesse sentido, as formas (fixas) da poesia lírica seriam especialmente as seguintes: o soneto, a ode, a canção, a balada” (4) e o haicai.

 

Ao analisarmos o haicai temos dois prismas a serem observados: a análise extrínseca, formal, “material” e a intrínseca, essencial, “imaterial”. Em razão do propósito destas palavras, traçaremos um painel sobre esses dois aspectos do haicai.

 

Como já foi dito, ao analisarmos o caráter extrínseco, formal, do haicai, devemos observar que, como forma poética fixa, seus elementos caracterizadores devem estar presentes, sob pena de descaracterização da forma.

 

Infelizmente, muitos escritores quando querem compor poemas breves, apropriam-se do nome haicai, mas esquecem-se de questões como a métrica, a referência às estações do ano, a impessoalidade do poema e procuram criar o seu próprio “haicai”.

 

Não custa reforçar que o haicai é um poema de três versos, que somam dezessete sílabas poéticas, o primeiro e o terceiro com cinco e o segundo com sete. Assim, se a métrica não for respeitada, não teremos u m haicai; talvez, com muita boa vontade, um quase-haicai. A consulta a qualquer gramática ou manual de metrificação se torna imperiosa para dominar as regras de metrificação.

 

A questão referente ao emprego do termo de estação não nos ateremos, pois já foi falada alhures. Apenas lembramos que é uma particularidade da poesia nipônica que merece ser preservada, por suas próprias características.

 

Para o propósito da presente, mostra-se relevante falarmos um pouco a respeito do uso da rima e do título no haicai.

 

Destituído de rima em sua origem, o haicai pressupõe a leitura silenciosa, visual e mental a um só tempo, para que se dê à fusão entre a percepção e o significado. Por isso que, às vezes, a declamação de um haicai não desperta a atenção do leitor, como no caso de uma trova ou soneto. A utilização da rima, assim, trará uma sonoridade estranha ao poema, tornando-o quase musical.

 

Fazendo crítica ao emprego das rimas nos haicais, comenta JORGE FONSECA JÚNIOR que, “os haicais com rima eu os incluiria sempre, entre os irregulares, e os mais irregulares, porquanto as rimas torcem demais a feição material original do haicai, em detrimento, quiçá, do seu sentido, daquilo que as palavras se unem intimamente e tentam expressar” (5).

 

No que tange a utilização do título no haicai, este deve ser evitado a qualquer custo, por ser uma prática estranha à sua tradição. Justifica-se esse posicionamento, vez que ao introduzir um título, o autor estará direcionando a leitura do poema.

 

Como lembra PAULO FRANCHETTI: "A simples inclusão de um título pode contribuir tão decisivamente para alterar por completo a percepção que temos a respeito da classificação genérica de um poema apresentado a nós como haicai" (6).

 

A respeito do caráter intrínseco, essencial, do haicai, pensamos ser oportuno atermos a questão do haimi e a questão da linguagem empregada no poema.

 

Por haimi temos a essência do haicai. É o elemento que o distingue de um simples terceto, por despertar uma sensação peculiar no leitor, ao compartilhar com este a percepção dada a algo pelo poeta. É com a prática contemplativa da natureza que aprendemos a distingui-lo dentro de um poema. A título ilustrativo, citamos este poema de Buson:

 

         Que coisa linda,
  abanando o leque branco,
         é o meu amor.


Cabe registrar que quando nos propomos a escrever haicais, devemos ter em mente que a linguagem utilizada será diferente da empregada na trova, no soneto e, até mesmo, no tanca. Nestes, valoriza-se a mensagem, com seu conteúdo moral ou filosófico, de crítica ou pedagógico. O haicai, por outro lado, é apenas uma imagem. Por isso, não são cabíveis provérbios ou máximas populares, bem como emitir juízos de valor ou lições de vida.

 

Por fim, qual a técnica para composição de haicais? Os poetas têm, cada um, seu meio próprio de composição, mas parece-nos interessante reler o exemplo deixado por BASHÔ, no diário de viagem a Sarashina: “ao crepúsculo chegamos a uma pequena caba na encosta. Acendi a lamparina e, pegando papel e tinta, fechei os olhos tentando recordar as impressionantes coisas que vira durante o dia” (7).

 

Penso ser um exemplo válido, também, o hábito de carregar um bloco, um caderno de notas, ou mesmo uma folha de papel, nos bolsos, para anotar os haicais compostos no dia-a-dia. Para o iniciante, principalmente, é a prática constante do haicai, aliada ao estudo e à leitura habituais, o importante.

 

Para concluir estas palavras, faço minhas as de JORGE FONSECA JÚNIOR que, assim se dirige às futuras gerações haicaístas: “ao finalizar estas linhas sobre o haicai, proclamo, e desejo ardentemente, vê-lo ainda incorporado á poesia brasileira, para seu maior engrandecimento e mérito, no quadro geral da poesia humana” (8). Eu também! Muito obrigado.

 

* Conferência ministrada durante o I Encontro de Haicai de Niterói/RJ., em 25 de novembro de 2003.

Referências Bibliográficas:

(1) CAMPOS, G. Pequeno Dicionário de Arte Poética. 4 ed. Ediouro, s.d.
(2) MOISÉS, M. A criação literária: poesia. 12 ed. Cultrix, 1993.
(3) AMORA, Antonio S. Introdução à Teoria Literária. 11 ed. Cultrix, 2001.
(4) MOISÉS, ob. cit.
(5) FONSECA JUNIOR, J. Do haicai e em seu louvor. Grêmio Cultural Brasil-Nipônico, 1940.
(6) FRANCHETTI, P. Guilherme de Almeida e a história do haicai no Brasil. In: ALMEIDA, Guilherme de. Haicais Completos, Aliança Cultural Brasil-Japão, 1996.
(7) BASHÕ. Trilha estreita ao confim. Trad. Alberto Marsiano, Iluminuras, 1997.
(8) FONSECA JUNIOR, ob. cit.


Antônio Seixas
Primavera de 2003

 

Post by haikai (2012-11-13 18:20)

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Haikais de Rodrigo Siqueira

Estes são alguns haikais que escrevo desde 1990:

 

   Solidão no ninho
  o pássaro se assusta
      no eco do trovão.
(Haikai premiado em 1991 pelo Concurso de Haikais promovido pela Revista Portal)


       O sol poente
  despede-se lentamente
     do ipê no campo
(Haikai premiado em 1992 pelo Concurso de Haikais promovido pela Revista Portal)

 

    Sopra o vento
  os pássaros correm
  atrás das sementes.
(Haikai premiado em 1994 pelo Concurso de Haikais promovido pela Revista Portal)

 

   Toque colorido
 na ponta do capim
  pousa a borboleta.

 
 

  Final da chuva
o sol amanhece o dia
  ao som da cigarra.
                                     (2/março/1996)

 

 Coberta pela folha
uma cigarra imita
 o som da chuva.
                                 (2/março/1996)

     Folhas soltas
 só uma contra o vento?
   Borboleta amarela!

 

      Leve brisa
   aranha na bananeira
    costura uma folha.


    Quase escondida
entre a casca e o tronco
    teia de aranha.

 

       Rio seco
  silêncio sob a ponte
     apenas o vento.
(haikai escrito no deserto do Atacama, Chile - 1991)


       Campo amarelo
    entre pedras e areia
      uma flor seca.
(haikai escrito no deserto do Atacama, Chile - 1991)


    Além da montanha
   iluminando a noite
     brilho da lua.
(haikai escrito no deserto do Atacama, Chile - 1991)

 

     Noite no deserto
      muito mais areia
      do que estrelas.
(haikai escrito no deserto do Atacama, Chile - 1991)

 

 

      Reflexo da lua
    nas pedras do chão.
    No céu, as estrelas.

(haikai escrito no deserto do Atacama, Chile - 1991)

 

      Penumbra da noite
        um raio revela
     o contorno das nuvens.


       Sol nascente
   combinando som e luz
    canto dos pássaros.


      Campo florido
  mar de ondas coloridas
    venta a primavera


     Flores de debruçam
  sobre a água da montanha
     rio de primavera.


        Lua vem e vai
  brinca de esconde-esconde
    nas frestas das nuvens.

 
      Lua enevoada
    o cão e sua solidão
    caminham na estrada.
(Haikai escrito no estilo de rimas Guilherme de Almeida)

 
    Devagar, devagar
   a folha, sem escolha,
      vaga pelo ar.
(Haikai escrito no estilo de rimas Guilherme de Almeida)

     Vermelho matinal
 nuvem em chama no horizonte
     raio de sol.  (junho/1993)


       Paira pelo ar
    perfume de folha seca
         Vento de outono !

 


    Espelho do lago
  quebrado pelas pedras
   crianças brincando.
 

    Árvores na borda
 do lago na primavera
    flores navegam


      Árvore seca
   ainda guarda vida
     ninho de barro.


     Final de tarde
 transformando em ouro
    as ondas do mar


   Barco de papel
naufraga na torrente
   chuva de verão


   Lua em céu de verão
do alto contempla os amigos
    ao som do violão

 

     Apito do trem
flor na fresta do trilho
     viverá pouco.
 

  Sopra o vento
Segura-te borboleta!
 Na pétala da flor.

 

    A brisa explode
   em gotas coloridas
    Bolhas de sabão.


  Leve despertar
pela fresta da janela
  raio de sol
                         (21/07/2010)


   pequenas faíscas
estrelas em movimento
  brilham os vaga-lumes

                 (11/out/2007)
 

- Haicais escritos por Rodrigo de Almeida Siqueira

Post by haikai (2012-11-13 15:06)

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Regras do Haicai

Alguns haicaistas definem suas próprias regras, adaptando a forma original proposta por Bashô:

Regras definidas de "Haiku" por haikaista Seihou Shimada (um dos membro de movimento modernista de 1920):

Verificar:

  1. se o conteúdo expressivo desejado está evidente.
  2. se não será entendida no sentido diferente do que autor deseja.
  3. se não está apoiando demasiadamente no sentimentalismo ou nas emocionalidades banais.
  4. se o uso das palavras são corretas, ou não há outras palavras melhores.
  5. se o núcleo da poesia é expressa com equilíbrio na totalidade.
  6. se não está explicativo nem descritivo.
  7. se não há mais possibilidade de simplificação.
  8. se a sonoridade combina com conteúdo.
  9. se não a semelhança com poesia já existente.
  10. se a poesia está de acordo com o momento atual em que autor vive.
  11. Inclusão obrigatória de "Kidai": uma palavra que sugere uma estação do ano

 

As regras de haikai em português propostas por Michinori Inagaki:

Regra 1. Compor com três frases com sete palavras
Regra 2. Seguir rigorosamente a ordem de construção
Regra 3. Rimar o final da primeira frase (4) com a terceira (1)
Regra 4. Não repetir as palavras
Regra 5. Como iniciante compor o poema sempre escrevendo
Regra 6. Após a construção, editar as frases com mínimo necessário de relatores, sempre em função da fluência da leitura
Regra 7. Evitar ao máximo palavras psicologizantes
Regra 8. Sempre incluir o assunto observado da realidade externa
Regra 9. Não usar frase feita, ou de efeito, de uso comum em português
Regra 10. A criatividade deve surgir na construção e não na idéia

 

Quanto ao conteúdo, deve seguir as regras definidas por haikaista japonês, Sr. Seihou Shimada, menos sua regra (11) sobre a distinção de estações do ano.

 

Post by haikai (2012-11-12 15:44)

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O que é o Haikai

O que é Haikai


A palavra Haikai, composta de dois ideogramas, significa brincadeira sintonizada e nasceu nos meios das nobrezas femininas como um divertimento lúdico e coletivo no Japão antigo. Começando com declamação de poesia composta com três frases de 5,7,5 silabas, a próxima pessoa recebe e dá segmento improvisando com duas frases feita com 7 silabas cada, e a próxima volta para forma de 5,7,5..., assim prossegue a brincadeira. Era uma espécie de "repente ou desafio" que também era chamada de "Renka": a roda de cantoria. Assim Haikai no sentido originário é o lugar coletivo de se comunicar afetivamente através da expressão e criação poética. Ao longo da história do Japão este modo de fazer a "pequenas poemas" foi difundida em toda camada de população, sendo chamada de "Tanka", ou "Senryu" com temas de cotidiano expressas com humor, mas sempre prevalecendo sonoridade poética.

Surgimento do Haiku


A definição do gênero "Haiku": poema de frases curtas, é algo ainda recente comparado com "Haikai". Nos idos de 1920, a época que o Japão conheceu e absorveu a cultura ocidental de uma maneira intensa, um grupo de jovens literatos quiseram romper com a concepção tradicional de Haikai no seu sentido coletivo e popular para que pudesse consolidar como literatura de expressão subjetivista no estilo ocidental. Assim surgiu um movimento literário, isolando três frases iniciais do Haikai / Renka, 5,7,5 sílabas para se consagrar como um gênero literário moderno (autoria individual), e o chamou de Haiku. Porém manteve a importância das regras que condiz ao conteúdo tradicionalista. Foi fundada uma Revista exclusiva de "Haiku" e a discussão literária para garantir o lugar de apresentação de obras individuais.

(Introdução ao Haikai, de Michinori Inagaki)

 

Post by haikai (2012-11-11 15:52)

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Necessidade das regras em português para "Haiku"

 

A facilidade criativa de um haiku depende da humildade de seu autor em obedecer às regras de sua composição. Aparecem como receitas mas foram criadas a partir de uma competente sabedoria científica através da Lingüística. Cada regra tem seus fundamentos na articulação de controle de um discurso, que podemos chamar de análise lexical, porque é o tratamento da palavra como fenômeno mais elementar da linguagem. Ora, uma palavra consiste numa ocorrência, que considerada em si mesma passa a chamar-se vocábulo. Um discurso tem um total de palavras que repete muitos vocábulos. A primeira regra do Haiku, pois, impede a repetição de palavras:

Um haiku constitui-se exclusivamente de vocábulos. Um vocábulo aparece sempre como suporte de conceito ou apenas indicado de função. Assim ele será chamado de lexema, no primeiro caso e relator, no segundo. Sumariamente são as conhecidas conjunções e preposições que formam o inventário muito restrito dos relatores, nada significativos, mas muito conhecidos dos falantes, porque quanto menor a carga informativa de um vocábulo tanto mais fácil a sua compreensão. Assim eles dispensam as preocupações do poeta que num processo construtivo concentra-se apenas nos vocábulos lexicais. Deixando os relatores por conta de seus espertos e competentes leitores. Embora, num segundo momento o poeta deva sugerir uma leitura com os relatores de sua predileção.

A construção de um Haiku trabalha apenas os vocábulos lexicais. Finalmente a performance dos vocábulos está na sua expressão dramatizada de um discurso completo de acordo com o interesse comunicativo do falante. Ou seja, o discurso tem um termo de fechamento que o encerra e completa. Lingüisticamente é esse fecho que dá valor ao texto do discurso, permitindo ao leitor de tirar algum proveito de sua leitura. É para esse fecho que o poeta esperto vai olhar primeiro, para saber como vai atingir melhor seu leitor.Assim,

O poema de um haiku será escrito a partir de seu vocábulo final. O controle de um discurso será tanto mais seguro quanto maior a rigidez das frases de seu texto. Uma frase rígida era um verso devidamente dimensionado pelo número de sílabas de sua seqüência vocabular. Ora, como o haiku opera somente palavras lexicais, seu dimensionamento será dado pelo número de vocábulos de cada verso. O número de versos e respectivos vocábulos determinará o gênero do haiku a ser adotado pelo poeta. A quarta regra, pois, determina este gênero a ser adotado.


Prof. Barufi (USP: Educação)
Lexema e Relatores

Post by haikai (2012-11-10 15:56)

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